O governo brasileiro deixa claro que a possibilidade de um encontro bilateral entre Lula e Donald Trump durante a cúpula do G7, marcada para 16 e 17 de junho em Évian, na França, permanece incerta. Não há confirmação de agenda entre os dois líderes e as chances de reunião dependem de negociações diplomáticas em andamento.
Lula confirmou a ida ao G7, adicionando que há espaço para contatos paralelos, mas sem definir uma reunião com o presidente norte-americano. O tom do Palácio do Planalto é de que as tarifas anunciadas pelos EUA freiam o avanço de interlocuções formais.
Uma carta de resposta aos argumentos dos EUA está nos planos, segundo o presidente. Ao mesmo tempo, há a possibilidade de um telefonema entre Lula e Trump, mas tudo ainda depende de articulações diplomáticas entre as equipes de governo.
Cenário diplomático
O Brasil mantém um canal de diálogo por meio de um grupo de trabalho entre negociadores dos dois países, com participação do secretário Márcio Elias Rosa e do representante comercial norte-americano, Jamieson Greer. Não há confirmação de nova rodada antes do G7.
O prazo interno de 15 de julho, citado como marco para eventuais decisões tarifárias dos EUA, aumenta a pressão por avanços em negociações prévias. As tratativas visam reduzir eventuais atritos comerciais e abrir espaço para contatos institucionais.
O G7 deve focar uma agenda ampla, incluindo a situação na Ucrânia e tensões no Oriente Médio, o que pode limitar o espaço para encontros bilaterais não previamente acordados. Mesmo assim, o governo brasileiro acompanha o desdobramento com atenção às oportunidades de diálogo.
Próximos passos
A resposta brasileira envolve manter canais abertos e avaliar oportunidades de aproximação durante o evento. Além de eventuais reuniões, há a expectativa de poder fortalecer o relacionamento institucional com aliados presentes. A produção de uma nova comunicação com Trump também está prevista, se houver espaço institucional.
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