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Partidos aguardam divisão dos valores do Fundo Eleitoral para 2026

TSE aguarda a distribuição de 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para 2026, seguindo critérios de 2019 e benefícios para candidatas mulheres e candidatos negros

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu do Tesouro Nacional, em 1º de dezembro, o repasse de R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral para as eleições de 2026. O recebimento permitirá a distribuição aos diretórios nacionais segundo critérios já estabelecidos.

Em seguida, o TSE deve divulgar os valores destinados a cada partido, conforme as regras vigentes. O Fundo Eleitoral, criado em 2017, funciona com recursos públicos e depende da LOA para o seu dimensionamento anual.

Origem e objetivo do Fundo

O FEFC foi criado após a proibição de doações de pessoas jurídicas, com o objetivo de reduzir influências privadas no processo eleitoral. A consultora Flávia Magalhães ressalta que a finalidade é financiar campanhas com recursos do Estado.

Distribuição e regras

A divisão segue uma resolução de 2019: 2% aos partidos registrados; 35% aos que possuem deputado federal; 48% pela bancada de deputados e 15% pela bancada de senadores nos primeiros quatro anos de mandato. O cálculo usa resultados de 2022, com retotalizações até 1º de junho.

Contexto recente

Em 2024, 29 partidos receberam o montante de R$ 4,9 bilhões, com o PL à frente (17,87%), seguido por PT (12,49%), União, PSD, PP e MDB. Parte dos repasses deve ser devolvida ao Tesouro caso não seja utilizada.

Críticas e debates

A distribuição interna pelos diretórios é alvo de críticas, já que cada legenda decide como distribuir entre candidatos. Há propostas de modificar ou reduzir o Fundão, incluindo passos para devolução em cassação de registro ou mandato.

Projetos em pauta

Projetos no Senado buscam reduzir o valor ou congelar montante até 2042, além de formalizar a devolução de recursos em casos de inelegibilidade. Na Câmara, propostas discutem distribuição igualitária ou até extinção do Fundo Eleitoral.

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