O primeiro ministro britânico rejeitou as críticas de Nigel Farage sobre o caso de Henry Nowak, afirmando que políticos devem buscar soluções sérias em vez de raiva. Farage havia sugerido que a morte do jovem desencadou um padrão de policiamento de duas vias, explorando o episódio para provocar divisão política. O caso ocorreu em Southampton, no Staffordshire? (ver base: Southampton). Nowak foi morto em dezembro do ano passado; digwa foi condenado nesta segunda-feira.
Digwa Vickrum, de 23 anos, foi condenado à prisão perpétua com regime mínimo de 21 anos pela morte de Henry Nowak em Southampton, no último dezembro. O réu feriu Nowak com uma faca grande, alegando uma defesa ligada à fé Sikh, e depois afirmou à polícia ter sido vítima de agressão racista, o que levou à prisão inicial do jovem branco em vez do agressor.
Imagens de bodycam divulgadas recentemente mostram Nowak sendo algemado no local, dizendo que não consegui respirar. O episódio está sob investigação do Independent Office for Police Conduct, órgão responsável pela apuração de condutas policiais. Em meio à repercussão política, Farage divulgou um vídeo afirmando que a resposta policial seria evidência de uma Grã-Bretanha de duas classes e pediu fim da assim chamada antipragência contra brancos.
Durante o debate na Câmara dos Comuns, Farage repetiu a acusação de que o caso mostra policing de duas camadas, alegando que diretrizes anti-racismo teriam levado as forças a tratar grupos étnicos de maneira diferente. O líder da oposição conservadora, Keir Starmer, contestou as afirmações, destacando que a família de Nowak pediu que a morte não fosse usada para fomentar divisão.
A família de Nowak divulgou uma nota na qual pediu que a tragédia sirva para promover mudanças que tornem as ruas mais seguras para todos. O porta-voz da polícia de Hampshire informou que a família ficou desapontada com os protestos violentos em Southampton na noite de terça-feira e afirmou ter conversado com o clã, que rejeitou o apoio a desordem pública.
A organização que representa chefes de polícia na Inglaterra e no País de Gales informou que vai revisar a redação de um documento sobre combate ao racismo policial, publicado no ano passado, após a repercussão do caso. A ministra da Polícia, Sarah Jones, manifestou que o texto possui erros de linguagem, mas reiterou tratar-se de um documento de valores, não de treinamento ou prática policial.
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