O governo dos EUA propôs recentemente aplicar uma tarifa de 25% sobre uma lista ampla de produtos brasileiros, após investigação que indicou práticas desleais no comércio. A medida foi apresentada na segunda-feira, 1º de junho de 2026, pelo USTR, órgão de comércio dos EUA.
Entre os pontos citados no relatório estão o Pix, decisões judiciais sobre plataformas digitais, acordos tarifários com México e Índia, além de questões envolvendo desmatamento, etanol, propriedade intelectual e corrupção. O governo americano afirma que o Pix dificulta a competição de empresas estrangeiras de pagamento.
Pré-candidatos e governistas reagiram nas redes sociais, apontando responsabilidades distintas. Caiado criticou a proposta, pediu responsabilidade brasileira e afirmou que o país não pode acolher penalizações sem ajustar controles internos. Em vídeo, prometeu agir de forma imediata caso estivesse no poder.
Zema classificou a tarifa como inaceitável e responsabilizou o governo Lula pela decisão, dizendo que o Brasil foi isolado e que a política de Bolsonaro influenciou o cenário externo. Em suas mensagens, ressaltou a percepção de menos segurança jurídica e abertura comercial.
Aliados do governador de São Paulo, Fernando Haddad, afirmou que o Pix é patrimônio nacional e que a medida ataca soberania. Em postagens, citou ligações entre Flavio e Eduardo Bolsonaro e associou a ameaça a interesses de grandes empresas norte-americanas.
Jandira Feghali afirmou que a tarifa é consequência de articulações envolvendo a família Bolsonaro. Em vídeo, lembrou que o Pix pertence ao Brasil e destacou que o país não abrirá mão de autonomia financeira.
Pedro Uczai ressaltou que a medida prejudica empresários, o agronegócio e trabalhadores, reforçando que o PIX impacta a soberania nacional. Em declarações, pediu cautela para não ampliar danos ao setor produtivo brasileiro.
A decisão final sobre a tarifa ficará a cargo do presidente dos EUA, Donald Trump. O Brasil tem até 15 de julho de 2026 para apresentar respostas às reclamações norte-americanas. Além disso, o governo americano também sugeriu, na mesma data, sobretaxas adicionais de 10% a 12,5% sobre produtos de 59 países, incluindo o Brasil, por falhas no combate ao trabalho forçado. Não houve confirmação de reações brasileiras a essa segunda proposta até a última atualização.
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