O Senado dos Estados Unidos deixou de lado a tentativa de destinar US$ 1 bilhão para a segurança do novo salão de festas do ala leste da Casa Branca, após ficar claro que a demanda de Trump poderia colocar em risco o financiamento de US$ 70 bilhões para a imigração. A mudança ocorreu enquanto o órgão revisava o texto do plano.
A comissão judiciária do Senado havia incluído o gasto no conjunto de medidas para autorizar o montante para agências envolvidas na política de deportação em vigor durante o mandato do presidente. Na quarta-feira, o texto revisado retirou a menção ao dinheiro.
A situação gerou um impasse amplo. O líder democrata no Senado afirmou que o partido reagiria com ferramentas parlamentares, incluindo emendas para pressionar votos difíceis de republicanos vulneráveis antes das eleições de meio termo, quando o GOP busca manter o controle.
As últimas decisões também foram influenciadas pela orientação do parlamento de que o repasse não atende às regras de reconciliação orçamentária, o que compromete a estratégia do partido para contornar o filibuster. O anúncio de um fundo antiarmamento de US$ 1,8 bilhão para aliados também gerou objeções internas.
Esses desdobramentos atrasaram a tramitação do projeto, que já não cumpriu o prazo inicial de 1º de junho para chegar à mesa de Trump. Na terça, o procurador-geral interino informou a retirada da proposta de financiamento.
Apesar disso, o movimento Republicano sinalizou que continuará com o processo de votação do texto revisado, que prevê US$ 13 bilhões para a Customs and Border Protection, US$ 31 bilhões para ICE e US$ 2,5 bilhões para o DHS, com destinação para a política de imigração.
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