A quatro meses das eleições presidenciais, o STF tem atuado como principal palco de disputas entre pré-candidatos e aliados. Analista da CNN, Teo Cury aponta aumento nas entradas de ações e solicitações na Corte, mesmo quando não são os candidatos diretos a recorrer. A tendência é vista como antecipação da campanha.
Segundo ele, o STF vem recebendo ações de aliados de candidaturas, que buscam responsabilizar adversários. A leitura é de que a disputa eleitoral já começou, com a Corte ocupando espaço que, normalmente, caberia ao TSE, o responsável institucional durante o pleito.
STF ocupa espaço que caberia ao TSE
A quatro meses do primeiro turno, marcado para outubro, Teo Cury observa a migração de protagonismo para o Supremo. O TSE permanece como órgão central, mas o STF tem ampliado o papel de palco político nas últimas semanas.
Exemplos citados
O ministro Alexandre de Moraes abriu um inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro por calúnia, após declarações associando o presidente Lula a crimes, conforme apuração envolvendo Nicolás Maduro. Por outro lado, Flávio Bolsonaro planeja levar à Corte uma fala que ligava a família a traidores da pátria.
Aliados buscando a Corte
Além de Moraes e Flávio, Lindbergh Farias acionou o STF para investigar o senador Flávio Bolsonaro no caso do chamado Banco Master, ligado a repasse de recursos para um filme sobre Jair Bolsonaro. A pauta envolve também possíveis ligações com atuação de Eduardo Bolsonaro junto aos EUA.
Panorama para o futuro
Segundo o analista, o STF funciona como ringue eleitoral na pré-campanha, enquanto o TSE deve concentrar ações a partir de agosto, quando a campanha oficialmente se intensificar. Até lá, o STF permanece como palco relevante para disputas políticas pré-eleitorais.
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