O Palácio do Planalto reagiu rapidamente à recomendação do Escritório de Comércio dos EUA para impor uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros. Aliados de Lula avaliam que a resposta do governo foi ágil e adequada, buscando evitar o impacto direto da medida.
A estratégia foi apresentar indignação pública e sinalizar a possibilidade de negociação com autoridades americanas. A avaliação interna é de que o episódio não deve trazer prejuízos eleitorais ao presidente petista, ao menos no curto prazo.
Geraldo Alckmin ficou à frente da coordenação da resposta, com ministros mobilizados para contatar autoridades norte-americanas. Lula participou por telefone da reunião de emergência, orientando o tom da nota divulgada pelo governo após o encontro.
A medida federal é vista como ameaça externa a uma agenda econômica alinhada ao Brasil. Em meio à crise diplomática, o Planalto não descartou ações de retaliação diplomática e reiterou o desejo de diálogo para evitar adesão prática à sobretaxa.
Durante a organização da resposta, Lula criticou opositores que, segundo ele, teriam relação com a proposta de tarifa. A fala provocou reação de Flávio Bolsonaro, que informou que vai recorrer ao STF por suposta ameaça e incitação ao crime.
A defesa do governo aponta que a declaração de Lula não altera o objetivo de conter o impacto econômico da possível sobretaxa. O episódio, segundo analistas, pode influenciar o cenário eleitoral caso haja evolução do debate com apoio ou oposição a políticas do Planalto.
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