Romeu Zema recalibrou o tom de sua campanha e deve evitar críticas diretas a Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência. A estratégia ocorre após o áudio em que Flávio pede dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O objetivo é preservar a linha de atuação e não acirrar aliados.
A avaliação interna é de que a crítica ao senador ajudou a diferenciar Zema de outros concorrentes, como Ronaldo Caiado. Caiado, do PSD, cobrou explicações de Flávio sem adotar o tom agressivo de Zema. A diferença de abordagem ficou evidente nos discursos.
Apesar da força do discurso contra Flávio, estrategistas de Zema reconhecem limites para o tom crítico. A equipe afirma que a pauta permanece, mas não há intenção de ampliar ataques, a não ser que surjam novos escândalos.
Há preocupação com as alianças entre Novo e PL, especialmente no sul do país. Bolsonaristas do grupo têm reclamado das declarações de Zema e chegaram a falar em rompimento de filiados e perda de apoio ao mineiro.
Durante a semana, Zema e Flávio realizaram agendas conjuntas em Minas, com representações de campanha de ambos. Após os encontros, o ex-governador de Minas disse que a direita pode ficar mais unida do que nunca. Flávio, por sua vez, afirmou que diferenças entre ele, Caiado e Zema devem ficar de lado para derrotar o PT.
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