O julgamento do caso Henry Borel, o mais longo da história do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, terminou na última quarta-feira com Jairinho condenado por homicídio duplamente qualificado e Monique Medeiros absolvida por insuficiência de provas.
Jurados, em sessão unânime, reconheceram Jairinho como autor do crime que tirou a vida de Henry, de 4 anos, em março de 2021, durante os desdobramentos do relacionamento entre as duas acusadas.
A sentença aponta regime fechado para Jairinho, com pena de 12 anos e 6 meses de reclusão. Monique foi considerada inocente pela maioria dos jurados.
O julgamento, iniciado em 15 de maio, durou cerca de três semanas e contou com testemunhas, perícias e debates entre acusação e defesa. A última sessão foi marcada por emoção, com Monique chorando ao ouvir a absolvição.
O Ministério Público do Rio de Janeiro informou que vai recorrer da decisão sobre Monique, enquanto a defesa de Jairinho também pretende recorrer da condenação. O caso ganhou ampla repercussão nacional e internacional pela violência contra a criança.
A experiência do júri é vista como um marco pela duração, complexidade e relevância social do processo, que envolve violência familiar e proteção de direitos de crianças e adolescentes.
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