A Suprema Corte do Arizona negou o recurso de um promotor estadual e manteve sua decisão de encaminhar novamente o caso de eleitores falsos, ligado ao mandato de Donald Trump, à grand jury. A ação envolve Mark Meadows, ex-chefe de gabinete, Rudy Giuliani e outras pessoas, relacionada às eleições de 2020.
O tribunal superior manteve a linha de que o processo precisa retornar à instância anterior para prosseguir com a investigação. A defesa alegou que a aplicação da lei eleitoral permitia várias listas de eleitores, enquanto a acusação sustenta que a norma foi alterada em 2022 para limitar a apresentação a uma única lista, sob supervisão do governador.
O caso já havia sido encaminhado pela Justiça local de Phoenix em maio, com questionamentos sobre se o texto da Electoral Count Act foi apresentado ao grand jury. A promotoria estadual afirma que pretende apresentar o caso na íntegra ao grand jury novamente, mantendo a linha de que o processo segue até que haja indicamento.
O contexto envolve casos semelhantes em Michigan e Geórgia que foram encerrados, e uma investigação federal que resultou na retirada de uma acusação contra Trump no final de 2024; porém, as apurações sobre o esquema de eleitores falsos permanecem em Arizona, Nevada e Wisconsin.
A decisão ocorre em meio a uma fase de estudos jurídicos sobre a aplicação da Electoral Count Act, com a promotoria de Kris Mayes buscando avançar no inquérito. Em 2020, Joe Biden venceu o Arizona por 10.457 votos.
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