O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL) propôs que o Brasil negocie com os Estados Unidos uma troca do Pix por um sistema americano de pagamentos, o Zelle. Ele abriu a ideia em vídeo publicado nas redes sociais, afirmando que seria possível negociar com os EUA apresentando esse argumento.
Ele descreveu o Zelle como o equivalente norte-americano do Pix, integrado aos apps dos bancos. Segundo ele, a negociação poderia ocorrer com argumentos de benefício mútuo, incluindo ganhos estratégicos para o comércio bilateral.
Além disso, Eduardo sugeriu que o Brasil ceda aos EUA exclusividade sobre terras raras, citando manganês como exemplo de recurso importante para ambos os países. O ex-deputado apontou que o Brasil é grande produtor de manganês e que a cooperação poderia beneficiar as duas economias.
Contexto econômico e tensões comerciais
A declaração ocorre em meio à expectativa de sanções comerciais dos EUA contra o Brasil. O USTR abriu investigação sob a Seção 301 para avaliar medidas com base no Pix, segundo informações recentes.
Na terça (2/6), o senador Flávio Bolsonaro (PL) enviou uma carta ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, pedindo que não haja tarifas ao Brasil. A carta também mencionou preocupação com a investigação em curso e agradeceu pela classificação de facções criminosas como terroristas.
Reação e desdobramentos
Na mesma semana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) exibiu, em Goiás, um cartaz com a mensagem o Pix é do Brasil. No dia seguinte, na Grande BH, Flávio Bolsonaro exibiu outra faixa com a frase Pix é do Brasil e do Bolsonaro, em resposta às manifestações oficiais.
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