Gleisi Hoffmann, deputada federal pelo PT do Paraná e aliada de Lula, criticou Eduardo Bolsonaro por sugerir a substituição do Pix pelo Zelle, sistema de pagamentos dos EUA. A declaração foi feita em publicação no X nesta quinta-feira, 4 de junho de 2026, após o ex-deputado apresentar a ideia. A fala reforça a posição contrária ao prêmio de alinhamento com autoridades americanas em temas de tecnologia financeira.
A congressista afirmou que os Bolsonaros demonstram interesse em servir os interesses estrangeiros e apontou que a proposta visa reduzir impostos considerados benéficos aos EUA. Gleisi defendeu o Pix, definido por ela como infraestrutura pública criada e regulamentada pelo Banco Central do Brasil, em contraste com o Zelle, descrito como sistema privado operado por bancos norte-americanos.
Eduardo Bolsonaro havia sugerido, em entrevista ao portal TMC News, a substituição do Pix pelo Zelle, em meio a relatos de que o USTR havia avaliado criticamente o sistema brasileiro. Segundo a atualização, o órgão americano manteve críticas às políticas de pagamento eletrônico do Brasil e sinalizou a possibilidade de tarifas sobre produtos brasileiros em relatório divulgado recentemente.
Os sistemas de pagamento
A discussão envolve ainda o posicionamento da família Bolsonaro em relação a temas de política externa e à atuação de órgãos dos Estados Unidos. Flávio Bolsonaro surgiu com um cartaz que reforçava a ideia de que o Pix é do Brasil, recurso contestado por Gleisi, que afirmou que o sistema nunca foi de Bolsonaro e que houve questionamentos prévios sobre o assunto.
A polêmica ocorre em meio a um cenário de tensões entre Brasil e EUA sobre comércio digital e tarifas. O USTR confirmou a revisão de políticas de pagamento eletrônico brasileira e a aplicação de tarifas a produtos do Brasil, o que motivou o embate entre apoiadores de ambos os lados.
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