O influenciador Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, foi preso em Maceió durante uma operação da Polícia Civil contra integrantes do Comando Vermelho. A ação mira a atuação da facção no estado e envolve mais de 50 mandados.
A investigação aponta que PTK foi escolhido pela cúpula do CV para disputar um cargo e representar interesses da facção em Alagoas. A prisão ocorreu na manhã de quarta-feira (3).
A ação cumpriu 21 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão, com desdobramentos no estado e no Rio de Janeiro. Até a tarde, nove pessoas já tinham sido presas.
Em nota da polícia, PTK era apontado como pré-candidato a deputado federal, enquanto o líder no estado, Nem Catenga, está foragido no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro.
Além de PTK, a operação apreendeu R$ 20 mil em espécie, dois iPhones, dois anéis de ouro e um pendrive. As provas incluem áudios e vídeos ligados à atuação do CV.
Investigação e liderança no estado
Segundo a delegacia, Nem Catenga continua orientando membros da facção em Alagoas, mesmo oculto no Rio. José Emerson da Silva, conhecido como Nem Catenga, seria o principal líder da organização na região.
Entre os subordinados citados estão Kebinho, também chamado de Clebinho, apontado como responsável pela atuação no litoral norte alagoano. A Rota dos Milagres envolve Passo de Camaragibe, Porto de Pedras e São Miguel dos Milagres.
Outros nomes citados são Rafinha, o 99, responsável por Rio Largo e áreas vizinhas, e Lalo, que coordena ações no litoral sul e facilita envio de armas. Salsicha lidera em Maribondo.
Durante a coletiva, a polícia divulgou imagens de encontros entre PTK e integrantes do CV e mostrou cédulas como parte de operações financeiras da facção.
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