Três senadores da oposição retiraram as assinaturas da PEC alternativa ao fim da escala 6×1. Romário (PL-RJ), Zequinha Marinho (Podemos-PA) e Cleitinho (Republicanos-MG) deixaram de apoiar o texto, apresentado pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). A decisão ocorreu após críticas nas redes sociais.
A proposta, que busca reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais com calendário de atuação alternativo, passou pela Câmara na última quarta-feira, 27 de maio. No Senado, a PEC enfrenta resistência e pressão para tramitar. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), pretende definir na próxima semana o cronograma de votação com os líderes partidários.
Romário anunciou a retirada por meio de publicação no X, afirmando que a política também envolve ouvir a população. Zequinha Marinho informou, em postagens no Instagram, que deixava a assinatura para permitir o avanço da pauta em defesa do trabalhador. Cleitinho, em discurso no plenário, pediu prioridade ao relatório da Câmara e explicou ter vivido a escala 6×1 ao longo da carreira.
Desdobramentos na tramitação
No plenário, Cleitinho defendeu que a prioridade deve ficar com a PEC já aprovada pela Câmara. Ele ressaltou sua experiência pessoal com a escala, citando críticas recebidas de bolos internos da direita, e reiterou o compromisso com a defesa de trabalhadores. A oposição ainda não abriu mão do objetivo de discutir a versão alternativa no Senado.
A Câmara aprovou a PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a jornada para 40 horas semanais. A oposição busca manter o tema em pauta no Senado, enquanto governistas destacam que a proposta precisa de maioria e de acordo com a estratégia de tramitação. A expectativa é de que novas movimentações ocorram nos próximos dias.
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