O ex-banqueiro Daniel Vorcaro entregou à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República uma nova proposta de delação premiada. O documento revisado amplia o conteúdo do acordo anterior, que havia sido recusado pela PF. A expectativa é de que as autoridades se posicionem até o dia 12 de junho.
A versão reformulada detalha relações de Vorcaro com autoridades dos Três Poderes, integrantes da cúpula do Congresso, ministros do governo e lideranças da oposição. A mudança na estratégia ocorreu após a saída do advogado Juca da defesa.
Detalhes da nova delação
A divulgação do material ocorreu em meio ao debate do programa O Grande Debate, na quarta-feira (3). Fontes próximas ao caso destacaram que o texto busca situar Vorcaro junto a pelo menos um ministro do STF, para sustentar as acusações.
Segundo relatos, a nova proposta também descreve ligações com ministros e figuras da oposição, além de apontar possíveis encontros entre integrantes do governo e Vorcaro. A defesa alega que a mudança tenta validar as declarações.
Reações no polo político
O ponto de partida do escrutínio foi a controvérsia sobre o que pode surgir com a delação completa de Vorcaro. Parlamentares divergiram sobre impactos potenciais na corrida eleitoral, incluindo eventuais repercussões para candidaturas de figuras associadas ao espectro político mencionado.
Outra leitura aponta para possíveis incertezas sobre a linha de defesa, com a saída de um advogado da equipe. Comunicações oficiais destacam que as autoridades aguardam resposta formal da PF e da PGR sobre a aceitabilidade da nova proposta.
Entre na conversa da comunidade