O documentário TikTok Never Dies estreia no Tribeca Film Festival, mostrando como a tentativa de banir o aplicativo nos EUA se tornou um retrato das ansiedades sobre redes sociais, China e poder político. A produção acompanha seis anos em 90 minutos, por meio de criadores influentes.
Dirigido pelo cineasta Hao Wu, premiado, o filme acompanha o conflito desde o primeiro alerta do ex presidente Donald Trump até a venda das operações americanas em 2026, segundo a narrativa escolhida por Wu. A obra foca na trajetória legal e midiática envolvendo a plataforma.
Após a assinatura de uma lei em 2024 que exigiu a venda do ByteDance, o governo processou a empresa e convidou oito criadores a integrar uma ação paralela, conferindo identidade pública ao caso. Wu optou por acompanhar três influenciadores: Steven King, Chloe Sexton e Topher Townsend.
Os protagonistas representam perfis do público de uso de TikTok, vindos de estados distintos como Arizona, Tennessee e Mississippi, com posicionamentos políticos variados. O filme registra o momento em que o app ficou temporariamente indisponível nos EUA em 2025, em protesto à ameaça de banimento.
A narrativa não se prende à origem chinesa do TikTok, mas enfatiza a dimensão pública do debate. A produção explora como tribunais, Congresso e Casa Branca se alternaram na condução do tema, sem demonstrar dano concreto atribuído à plataforma.
O filme propõe interpretar o que levou distintos setores a apoiar ou contestar a regulação, destacando o papel da liberdade de expressão e do equilíbrio com a segurança nacional. A obra mostra como políticas públicas moldaram percepções sobre tecnologia e poder.
Entre na conversa da comunidade