Donald Trump afirmou, sem apresentar provas, que os Democratas estariam tentando sabotar as primárias na Califórnia, citando suposta investigação do Ministério Público dos EUA em Los Angeles. A postagem ocorreu durante a contagem de votos, quando os resultados ainda não estavam definidos.
O presidente também declarou que haveria uma grande fraude nos votos para governador e prefeito de Los Angeles. Em duas publicações no Truth Social, ele alegou atrasos na contagem e citou números tardios de cédulas enviadas pelos correios.
A nota oficial não confirmou qualquer investigação e o Departamento de Justiça não respondeu a pedidos de comentário. A Casa Branca também não emitiu posicionamento adicional sobre o assunto.
Contexto eleitoral na Califórnia
A Califórnia utiliza o modelo de eleição conhecida como “jungle primary”, com os dois candidatos mais votados indo para o segundo turno, independentemente do partido. Votos por correio correspondem a cerca de 80% do total, e podem ser contados até uma semana após o dia da eleição, se forem postados antes.
O pleito envolve 61 candidatos no total, com a disputa para governador bastante fragmentada. O republicano Steve Hilton vem recebendo apoio de parte do eleitorado, mas a eleição segue aberta conforme a apuração avança.
Observadores destacam que, quanto mais demorada for a apuração, maior a chance de desinformação ganhar andamento. A necessidade de manter precisão e rapidez na divulgação dos resultados é ressaltada por especialistas.
O governador Gavin Newsom já havia alertado sobre o risco de acusações imprecisas conforme o recenseamento se prolonga, pedindo transparência e agilidade na contabilização para evitar desinformação. A equipe eleitoral enfatiza que a integridade do processo é essencial para a confiança pública.
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