O Fundo Eleitoral para o pleito deste ano terá 4,9 bilhões de reais, repartidos entre 30 legendas. O PL lidera, com 881,6 milhões; PT fica em segundo, com 615,3 milhões; União Brasil recebe 526,2 milhões. Os números foram divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite de quarta-feira (3/6).
A divisão coloca a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, com quase 1 bilhão de reais disponíveis. Especialistas destacam que a concentração de recursos amplia o poder de decisão das cúpulas partidárias sobre a disputa eleitoral.
Para o pesquisador Murilo Medeiros, da UnB, o Fundo Eleitoral evoluiu para uma ferramenta estratégica de controle político. Ele aponta que o valor cresce desde 2018 e pode influenciar a configuração de forças no Congresso mesmo antes das urnas serem abertas.
Medeiros afirma que, na prática, os recursos devem favorecer candidatos com maiores chances de vitória, normalmente já eleitos. A tendência é financiar reeleições e, assim, manter o equilíbrio de poder entre as legendas e o Executivo.
Na Câmara, o PL tem hoje 97 deputados, diante de 65 do PT. Partidos de esquerda e aliados do presidente Lula visam ampliar suas bancadas para reduzir a influência do Centrão em votações de interesse do governo.
Top 10: maiores recebimentos do FEFC
- PL: 881,7 milhões
- PT: 615,4 milhões
- União Brasil: 525,2 milhões
- PSD: 421,0 milhões
- PP: 417,1 milhões
- MDB: 400,0 milhões
- Republicanos: 348,6 milhões
- Podemos: 246,0 milhões
- PDT: 169,3 milhões
- PSB: 152,3 milhões
O FEFC, criado pela Lei 13.487/2017, utiliza o Orçamento da União em ano eleitoral para financiar campanhas. A distribuição obedece a critérios: 2% entre partidos com estatuto registrado no TSE; 35% conforme votos na última eleição para a Câmara; 48% conforme número de representantes na Câmara; 15% conforme representação no Senado.
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