Luan Araújo, jornalista paulista, teve uma ordem de prisão expedida após não cumprir uma obrigação financeira relacionada a um processo de difamação movido por Carla Zambelli. O caso envolve a denúncia de difamação decorrente de um texto publicado após o episódio em que Zambelli perseguiu o jornalista com uma arma em 2022.
O acontecimento que ganhou repercussão ocorreu em 29 de outubro de 2022, no bairro dos Jardins, em São Paulo. Na ocasião, Zambelli, então deputada, teria perseguido o jornalista após uma discussão política em vias públicas. As imagens circularam amplamente na época.
Em agosto de 2025, Zambelli foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Já Luan Araújo foi condenado a 8 meses de detenção, em regime aberto, por difamação, cuja pena foi after convertida em medidas alternativas.
A defesa de Luan afirma que houve falha de intimação e que já foi impetrado habeas corpus para contestar a decisão, buscando a revisão do entendimento que transformou a pena alternativa em prisão. O advogado sustenta que o conteúdo do artigo era uma opinião profissional, sem relação com violência ou corrupção, e pleiteia pagamento parcelado ou reconhecimento de incapacidade financeira.
Segundo a defesa, a conversão da pena em prisão por não pagamento é desproporcional. O habeas corpus deve ser analisado pelas instâncias superiores, conforme despacho da defesa, que também reforça a necessidade de reavaliação do caso à luz de fatores financeiros do jornalista.
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