Três mil e cincuenta pessoas participaram do banquete gigante promovido pela Le Canon Français em Colmar, na Alsácia, neste fim de semana. O evento reuniu torcedores da culinária regional com bebidas e música, em espaço similar a um galpão próximo à cidade. O ingresso custou 81 euros, incluindo quatro pratos locais e vinho à vontade.
A controvérsia envolve o peso político dos eventos. O partido de esquerda radical LFI aponta supostos cânticos racistas e insultos a funcionários imigrantes. Argumenta ainda que a inclusão de carne de porco favorece a exclusão de muçulmanos e vegetarianos, segundo relatos citados pela legenda.
A LFI liga o caso a um investidor conservador, Pierre-Edouard Stérin, e sustenta que ele utiliza o financiamento para promover a agenda da direita radical. Stérin, conhecido por ter participação na Smartbox, nega ligação direta com a gestão dos banquetes.
Em Colmar e além
O banquete ocorre em um espaço amplo, com mesas de 50 pessoas de cada lado, e trajes que remetem ao visual tradicional da região. A organização reforça que a carta de princípios assinada na compra impede comportamentos inadequados.
Segundo a empresa, o cardápio contempla diversas carnes locais, além de queijos, chucrute e kougelhopf, sempre com vinho. A agremiação afirma que o objetivo é reviver tradições de jantares comunitários medievais.
Em Caen, uma investigação preliminar investiga acusações de provocação racial entre participantes. Já em Quimper, a prefeitura informou ter ocorrido operação local relacionada ao tema, sem detalhes adicionais.
Ponto de vista e contexto
Para a diretoria da Le Canon Français, os banquetes refletem uma tradição francesa de jantares coletivos. Eles destacam que a participação reúne pessoas de diferentes origens para fortalecer o convívio social.
A deputada europeia da LFI comenta que a organização opera em um ecossistema político próximo de investidores conservadores. Afirma que a prática não representa a França contemporânea, marcada pela diversidade.
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