Durante uma sessão da Comissão de Assuntos Metropolitanos na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na última quarta-feira, 3, o líder do governo Tarcísio, deputado Gilmaci Santos (Republicanos), retirou o presidente da Sabesp, Carlos Piani, da sala. A medida ocorreu durante debate sobre reclamações envolvendo a gestão da empresa estadual de Saneamento, sem que houvesse quórum suficiente para a realização de uma audiência formal.
O ato gerou bate-boca com a deputada Ana Carolina Serra (PSDB), que presidia a comissão. A parlamentar disse, em rede social, ter se sentido desrespeitada e afirmou que não tolerará desrespeito a mulher em função pública. Santos sustenta que a retirada seguiu o regimento interno da Alesp e visou manter a formalidade do debate.
O PSDB divulgou nota em que acusa o líder governista de violência política de gênero, ressaltando que mulheres são constrangidas, desqualificadas ou desrespeitadas no exercício de funções públicas. O gabinete de liderança do Republicanos rebateu a avaliação, afirmando que a saída de Piani foi uma decisão estritamente técnica, já que não havia quórum para uma oitiva formal.
Segundo o Republicanos, a audiência sobre a Sabesp precisa ocorrer dentro das normas, com participação de deputados e transmissão pela TV Alesp. Alega ainda que uma sessão informal, sem regularidade, comprometeria a transparência da fiscalização. A privatização da Sabesp foi autorizada pela Alesp em 2023 e concluída em 2024, sob a gestão de Tarcísio.
A disputa ocorre em meio ao cenário eleitoral, com oposicionistas, como Fernando Haddad (PT), manifestando a intenção de explorar o tema da privatização da Sabesp durante a campanha. O episódio retrata a tensão entre setores da base aliada e a oposição sobre a condução da estatal.
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