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CCJ da Câmara retoma debate sobre PEC da maioridade penal

CCJ retoma discussão da PEC da menoridade penal; relatório do relator é favorável à redução para 16 anos e sessão começa às 14h30

Discussão e votação de propostas legislativas. Dep. Leur Lomanto Júnior (UNIÃO - BA) e Dep. Coronel Assis (PL - MT)
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A CCJ da Câmara retoma nesta terça-feira (9/6) a discussão sobre a PEC da maioridade penal. A sessão, marcada para as 14h30, terá a PEC como único item da pauta. O tema volta a votação após quedas de pauta anteriores.

No dia 27 de maio, o relator da matéria, deputado Coronel Assis (PL-MT), concluiu a leitura de seu parecer, favorável à redução da maioridade penal. A leitura ocorreu em meio a pedidos de vista de parlamentares de oposição, que pediam mais tempo para análise.

A proposta em análise reduz a idade penal de 18 para 16 anos, alterando o artigo 228 da Constituição. Em seu parecer, Coronel Assis sustenta que a mudança não viola cláusulas pétreas e que a escolha de 18 anos é uma opção legislativa, não um direito fundamental imutável.

Pontos-chave do parecer

  • Se aprovada pela CCJ, a PEC segue para análise de mérito em comissão especial.
  • O relator retirou do texto mudanças sobre maioridade civil e regras eleitorais, mantendo apenas a responsabilização penal de adolescentes.
  • O parecer afirma que a redução não fere cláusulas pétreas nem tratados internacionais; segundo o documento, a idade pode ser alterada por emenda constitucional.

A avaliação atual aponta resistência de setores da esquerda e da base governista, que questionam impactos sociais e a efetividade da medida. Defensores dizem que jovens de 16 anos possuem consciência de seus atos; críticos destacam a falta de evidências de ganhos na segurança pública.

Pelo arcabouço vigente, adolescentes menores de 18 anos que cometem infrações graves cumprem medidas socioeducativas com internação máxima de três anos. A aprovação na CCJ exige maioria simples dos presentes. Em caso de aprovação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deverá instaurar uma comissão especial para discutir o texto.

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