O Centro Presidencial Obama, em Chicago, abre ao público no Juneteenth, feriado que comemora o fim da escravidão nos EUA. O complexo de aproximadamente 8 hectares integra museu, biblioteca, quadra de basquete e áreas de convivência. O custo total é de cerca de US$ 850 milhões.
A infraestrutura busca mostrar, de forma integrada, os aspectos político e pessoal da trajetória de Barack Obama. Partes do museu exibem lembranças de campanha e artefatos presidenciais, enquanto espaços públicos ressaltam iniciativas comunitárias e a vida em Chicago.
Antes da inauguração oficial, milhares de pessoas já puderam visitar a área de paisagismo e conhecer parcialmente as instalações, com o objetivo de familiarizar o público com o formato interativo que o centro planeja oferecer.
Réplica do Salão Oval
Entre as atrações está uma réplica em tamanho real do Salão Oval. A experiência é digital e interativa, sem exibição de documentos oficiais, priorizando campanhas, momentos da presidência e a rotina na Casa Branca. A visita permite sentar na Resolute Desk, segundo a organização.
Além disso, a torre abriga uma exposição de itens, como uma carta escrita à mão por George W. Bush e o celular BlackBerry utilizado por Obama. A proposta é aproximar o visitante da ambientação de alto nível da gestão pública.
O espaço também traz áreas de reflexão, ligadas à trajetória de Obama e a temas como políticas públicas. A direção do museu afirma que o objetivo é estimular debates comunitários sobre mudanças locais.
Abertura, acervo e estruturas
O museu presidencial será o primeiro no país com tecnologia predominante em digitalização e interatividade. Demonstram-se os impactos de ações como a Lei de Proteção ao Paciente e Cuidados Acessíveis e temas de imigração, sem depender de arquivos tradicionais.
O complexo inclui uma nova filial da Biblioteca Pública de Chicago, uma praça denominada John Lewis Plaza e um mural de 21 metros com figuras literárias. O espaço de leitura reúne milhares de obras selecionadas pela família Obama para uso público.
As áreas externas incluem uma quadra de basquete com finalidade comunitária, jardins e churrasqueiras. A fundação enfatiza que grande parte do campus permanece acessível gratuitamente ao público, com exceção de quatro andares da torre.
Acesso e implantação
A entrada na torre é gratuita, mas a peça de maior visibilidade do museu, a exposição, tem custo de ingresso. A expectativa é de até 1 milhão de visitantes por ano, entre moradores e turistas. A ideia é ampliar o alcance cultural e educacional da região.
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