O ex-deputado Eduardo Cunha afirmou, em entrevista ao programa Contexto Metrópoles veiculado em 8 de junho, que o ex-presidente Jair Bolsonaro não estaria tão popular caso não tivesse ocorrido o impeachment de Dilma Rousseff. Cunha, que presidiu a Câmara entre 2015 e 2016, foi protagonista da condução do processo que afastou a então presidente petista.
Em dezembro de 2015, quando liderou o processo, Cunha rompou com o governo do PT e lançou uma ofensiva no Palácio do Planalto. O ex-parlamentar disse que o bolsonarismo não surgiu apenas por suas ações, mas que o movimento não seria o que é hoje sem aquele impeachment. Segundo ele, a troca de governo abriu espaço para a eleição de Bolsonaro.
Cunha ainda afirmou que a substituição de Dilma por Michel Temer gerou ganhos para o país ao abrir um clima político distinto e favorecer a candidatura do atual ex-presidente. Ele indicou que o lançamento de Bolsonaro ocorreu dentro de um contexto de mudança de expectativas, com o bolsonarismo como uma expressão da direita que não estaria consolidada sem o impeachment.
Disputa em MG
Durante o período em que ficou inelegível por oito anos após ter o mandato cassado pela Polícia Federal na operação Lava Jato, Cunha reuniu condições para disputar novamente. Em 2022, o TRF-1 concedeu-lhe liminar que liberou sua candidatura, mas ele não se elegeu naquele ano. Cunha mudou o domicílio para Minas Gerais e mira a Câmara em 2026 pelo estado, onde enfrenta nomes como Nikolas Ferreira (PL) e Cleitinho (Republicanos). O ex-deputado disse não temer a disputa em MG, afirmando que vai levar suas propostas aos eleitores, buscando um número suficiente de votos para assegurar uma vaga proporcional.
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