O governo federal encerrou antes do prazo a temporada de pesca da tainha em Santa Catarina. A medida foi anunciada após o arrasto de praia alcançar 90% da cota coletiva para 2026, de acordo com o Ministério da Pesca e Aquicultura. A proibição busca evitar o excedente do limite de captura estabelecido por portaria interministerial, preservando a sustentabilidade da espécie.
A prática, herdada dos colonizadores açorianos, envolve redes lançadas a partir de pequenas embarcações, puxadas por equipes na areia. Em SC, o arrasto de praia é reconhecido como Patrimônio Cultural desde 2012 e sustenta milhares de famílias locais.
Reações e posicionamentos
A prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan, criticou a medida por impactar a economia e a identidade cultural das comunidades pesqueiras. O governo de Santa Catarina disse compartilhar a preocupação e lembrou disputas judiciais anteriores com o governo federal sobre restrições.
Envolvimento de figuras públicas
O empresário Luciano Hang participou de um arrasto em Bombinhas dias antes da proibição e gravou vídeos defendendo a continuidade da atividade. Após o anúncio federal, ele contestou a decisão e descreveu o fechamento antecipado como ataque histórico à prática.
Detalhes operacionais
A portaria publicada na sexta-feira autorizou o último desembarque de tainhas até 24 horas após o comunicado. A medida encerra oficialmente a safra de 2026 para o arrasto de praia, mantendo regras específicas para outras modalidades de pesca.
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