O Senado analisa, nesta semana, o futuro da PEC 6×1, que propõe encerrar a escala de seis dias de trabalho para um de descanso. A discussão envolve líderes partidários e pode mudar o rito da tramitação após a aprovação na Câmara.
Na prática, a Casa enfrenta um dilema: manter o parecer direto pela CCJ ou abrir caminho para uma comissão especial, conforme interesses de aliados do governo e da oposição. O presidente do Senado tem sido alvo de cobranças sobre o ritmo da pauta.
A reunião de líderes, anunciada para esta terça-feira (9/6), ainda não teve horário confirmado por equipes da Casa até o fim de segunda (8/6). A pauta inclui a definição de como a PEC deve avançar no plenário.
O governo, especialmente a base do presidente Lula, vê a proposição como uma das bandeiras sociais de alto impacto para 2026. O debate envolve interpretação do Regimento Interno do Senado, que prevê parecer na CCJ para PECs, com etapas seguintes no plenário.
Mesmo com o texto aprovado pela Câmara no dia 27 de maio, a tramitação depende de como o Senado organizará o rito. O regimento não proíbe comissão especial, mas o entendimento dominante sustenta a passagem pela CCJ antes de ir ao plenário.
Alguns senadores defendem mudanças no procedimento, citando a necessidade de atualização das regras diante de mudanças no mercado de trabalho. A pauta externa, como festas juninas e o início da Copa, pode reduzir a presença no plenário, aumentando a pressão por decisão rápida.
Nos bastidores, a percepção é de que o apoio ativo de Davi Alcolumbre é decisivo para a viabilização. Sem esse apoio, a tramitação tende a ficar mais desafiadora, pois envolve coordenação entre liderança, com peso sobre votos e alinhamentos.
Na Câmara, a aprovação teve forte articulação do governo com o presidente da casa, Hugo Motta, que impulsionou a votação. No Senado, a capacidade de influenciar líderes e o andamento da pauta é central para o desfecho da PEC.
Entre na conversa da comunidade