Empresas e entidades sindicais travam mais uma etapa do debate sobre a flexibilização da jornada de trabalho. Publicidade em jornais alega que a PEC 12, que reduz a semana para 40 horas e extingue a escala 6×1, traria impactos econômicos negativos. A defesa sustenta que a mudança precisa ocorrer por negociação e flexibilidade.
Entre as signatárias estão CNA, CNI, CNC, CNT e Fiesp, além de outras organizações. O objetivo é orientar o Senado sobre a tramitação da proposta, já aprovada pela Câmara. A ofensiva ocorre por meio de anúncios pagos em veículos impressos e digitais.
No texto, as entidades afirmam que o aumento de custos trabalhistas reduziria investimentos, produtividade, empregos e competitividade. Somam-se argumentos de que modernizar as relações de trabalho depende de acordos entre empregadores e trabalhadores, sem imposição legal.
A mobilização sinaliza que a disputa não é apenas entre sindicatos e parlamentares. Após a vitória da Câmara, o setor produtivo decidiu ampliar o espaço público de argumentos, tentando influenciar o Senado pela via midiática.
Disputa de narrativas
Defensores da redução da jornada dizem promover melhor qualidade de vida e distribuição do tempo de trabalho. Já as entidades empresariais destacam riscos à economia, aos empregos e à atração de investimentos, caso a PEC seja aprovada.
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