Na tarde desta terça-feira, governo federal pediu ao Senado para suspender a votação de uma lista de propostas com impacto bilionário nas contas públicas. A reunião ocorreu no Palácio do Planalto entre ministros da Fazenda, Planejamento e Relações Institucionais e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Segundo pessoas presentes, o objetivo é evitar impactos fiscais severos antes do período eleitoral. Entre as propostas em foco estão a renegociação de dívidas rurais, regulamentação de pisos salariais para várias categorias e ampliação de benefícios para templos religiosos.
Durigan afirmou aos jornalistas que há preocupação com o conjunto de PECs apresentadas pela base ao Congresso. Ele ressaltou a necessidade de responsabilidade fiscal e de não comprometer a economia do país.
Bruno Moretti e José Guimarães acompanharam a defesa de uma gestão mais contida. O grupo enfatizou que a notícia de votações rápidas pode confundir os cenários político e econômico do país.
No Senado, Alcolumbre respondeu a pressões de votação durante a sessão. Um senador da base governista pediu a aprovação de um piso para garis, o que gerou críticas à velocidade das decisões em ano eleitoral.
Alcolumbre disse que a discussão sobre votações com alto impacto exige equilíbrio. Ele citou a necessidade de evitar custos eleitoreiros e manter a responsabilidade fiscal.
Ainda durante a sessão, o presidente do Senado destacou que não poderia votar apenas para agradar setores. A fala reforçou a ideia de condução cuidadosa diante de propostas sensíveis.
Dentro do governo, a avaliação é de que Alcolumbre deve manter a pauta sob controle. A expectativa é de que haja comissões para analisar os temas mais relevantes antes de avançar.
A pasta da Fazenda não divulgou o custo total das propostas, mas informou que a avaliação de impacto está em curso. O governo busca, assim, evitar distorções na economia enquanto tenta mitigar efeitos da alta dos combustíveis.
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