O PT publicou nesta segunda-feira uma carta aberta dirigida ao eleitorado evangélico. O documento é assinado pelo IV Encontro Nacional de Evangélicos do Partido dos Trabalhadores, ocorrido em Brasília. A carta busca dialogar com o segmento religioso e defender a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026.
A peça mistura citações bíblicas com propostas de governo e rejeita a ideia de que os evangélicos formem um bloco político único. Também critica a tentativa de usar a religião como instrumento de manipulação política. O texto ancorado em referências do Novo Testamento organiza seus temas por versículos.
Entre as propostas, o documento cita a continuidade de programas sociais como Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Farmácia Popular. Defende isenção do Imposto de Renda para quem recebe até 5 mil, furos na política de emprego jovem e atenção à saúde da mulher. Também trata de agricultura familiar, Reforma Agrária e acesso à justiça para a população negra.
Conteúdo da carta
O texto também aborda soberania e proteção de florestas, águas e biodiversidade, adotando a expressão Casa Comum associada ao papa Francisco. O encontro ocorreu em meio a críticas do pastor Silas Malafaia a encontros da primeira-dama Rosângela da Silva com mulheres evangélicas. Janja rebateu, afirmando não reconhecer o pastor.
Contexto político
O PT busca ampliar diálogo com o segmento evangélico, segundo dados do IBGE de 2022, que indicam cerca de 27% da população federal. Pesquisas seguem apontando dificuldade em atrair esse eleitorado. Em março, parte das comunidades evangélicas participou da Marcha para Jesus, em São Paulo, sem a presença de Lula, que foi representado pelo ministro da Justiça, Jorge Messias.
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