A defesa do ministro Marco Aurélio Buzzi, do STJ, afirma que a instrução probatória realizada nesta quinta-feira (11) no CNJ reuniu elementos que afastariam as acusações de assédio sexual. O processo disciplinar está em tramitação no Conselho Nacional de Justiça.
A investigação teve início após a denúncia de uma jovem de 18 anos, que afirmou ter sido importunada sexualmente na Praia do Estaleiro, em Santa Catarina. Em seguida, outra denúncia, de uma servidora pública, também foi apresentada ao CNJ. Por conta das acusações, o ministro está afastado das funções.
Segundo a defesa, depoimentos, imagens de câmeras de segurança, laudo médico e perícia técnica indicam que não houve o episódio de importunação relatado na praia. Em relação ao ambiente de trabalho, a defesa sustenta que a apuração não comprovou condições para que o ministro e a servidora ficassem sozinhos no gabinete.
A defesa ressalta que as denunciantes não prestaram depoimento nas audiências, o que, segundo eles, limitou o esclarecimento dos fatos. Não houve confirmação de relatos de assédio por parte de testemunhas ou de outros envolvidos.
Avanço do processo no CNJ
O procedimento disciplinar continua em análise no CNJ. A defesa afirma confiar na atuação da comissão e espera que a conclusão reconheça a inocência do ministro.
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