A segunda proposta de delação premiada do banqueiro Daniel Vorcaro traz, segundo a revista Veja, uma acusação de propina envolvendo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. O material aponta uso de uma conta no exterior para repassar recursos a Alcolumbre, em troca de apoio a interesses do delator.
Conforme o relato, US$ 30 milhões teriam sido pagos por Vorcaro. O dinheiro teria sido depositado em uma conta secreta e repassado ao senador do Amapá, com a justificativa de viabilizar apoios a pautas ligadas ao banqueiro. A operação, conforme a reportagem, teria sido realizada por Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro.
A Polícia Federal enviou ao Supremo Tribunal Federal manifestação informando que rejeitou a segunda proposta de delação de Vorcaro. Os documentos seguem sob análise da Procuradoria Geral da República, que trabalha com cautela e sem prazo definido para conclusão.
Contexto da delação
Outra linha do acordo, ainda segundo a Veja, envolve negócios do Master com integrantes do governo da Bahia, incluindo o ex-ministro e ex-governador Rui Costa. Não há menção direta a propina, mas haveria promessa de que Vorcaro relataria como mantinha um sistema de empréstimo consignado vinculado à folha de pagamento de servidores estaduais.
A primeira proposta de Vorcaro já havia sido rejeitada em 20 de maio. Na ocasião, a PF rejeitou o material, enquanto a PGR sinalizou que manteria abertura para prosseguir com as negociações e receber complementos.
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