Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Discriminação contra pessoas com deficiência é tema de debate

Proposta da Anac pode restringir a autonomia de pessoas com deficiência para viajar sozinhas, ampliando o poder das companhias aéreas

Foto: blog Vencer Limites.
0:00
Carregando...
0:00

No último fim de semana, o que ocorreu em Congonhas evidencia falhas no atendimento de acessibilidade em aeroportos. Um passageiro cadeirante relata que não houve ambulift disponível no embarque e desembarque durante voo da Azul, com equipamentos da concessionária apresentando falhas graves. A situação expôs fragilidades no transporte de pessoas com deficiência no aeroporto.

O relato é de Jairo Marques, jornalista com deficiência e colaborador da Folha. Em vídeo, ele descreve a indisponibilidade de ambulift, a porta de acesso danificada e ganchos improvisados para segurar a cadeira de rodas. Segundo ele, o atendimento depende de terceiros e não houve clareza sobre o que ocorria no momento.

Situação no Aeroporto de Congonhas

A Azul Linhas Aéreas Brasilieras informou que, no desembarque do voo AD9153, houve indisponibilidade momentânea do ambulift, equipamento de uso público da concessionária. A companhia afirmou ter adotado as medidas necessárias e garantido o atendimento com segurança. A empresa também ressaltou que prestou suporte contínuo aos clientes.

A ENAC (ANAC) confirmou acompanho dos relatos e informou que houve uma indisponibilidade temporária de ambulifts no aeroporto por questões de manutenção. Segundo a agência, a situação já foi normalizada, com mais de dois ambulifts em operação e a previsão de chegada de novos equipamentos para ampliar a redundância.

A AENA Brasil, operadora do aeroporto, justificou o atraso no desembarque por falha de coordenação na operação dos equipamentos de acessibilidade. A concessionária destacou que, nos últimos 12 meses, mais de 24 mil passageiros com necessidade de assistência passaram pelos ambulifts de Congonhas, e afirmou ter tomado medidas para aprimorar a integração entre equipes e reduzir ocorrências futuras.

Regulamentação e impactos esperados

O caso de Congonhas, atrelado a reportagens anteriores sobre Guarulhos, coloca em evidência propostas da ANAC para atualização da Resolução nº 280, de 2013, que trata de assistência especial e acessibilidade no transporte aéreo. Uma consulta pública de 2025 recebeu centenas de contribuições e houve audiência pública em março.

Entre as mudanças em estudo, está a redefinição de quem é o passageiro com necessidade de assistência especial (PNAE) e a possibilidade de a empresa aérea decidir, de forma unilateral, quais pessoas com deficiência podem viajar sozinhas. A intenção é ampliar a autonomia, mas o tema tem gerado debates sobre proteção de direitos e garantias individuais.

As autoridades reforçam que todas as informações sobre atendimento a pessoas com deficiência devem manter a segurança e o bem-estar como prioridade. Em Congonhas, a concessionária, a operadora Gol e a Latam já atuam com ambulifts, buscando reduzir dependências e melhorar a experiência de viagem para este público.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais