A Transunião, empresa de ônibus de São Paulo com frota de 467 veículos, é citada em investigações envolvendo o PCC. Promotores do Gaeco apontam que a empresa pode ter recebido recursos vinculados à organização criminosa. A denúncia envolve lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Segundo o Gaeco, a Transunião aparece em análises de bilhetes apreendidos na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau, que ligam o grupo aos filhos de Alejandro Camacho, o Marcola. As autoridades afirmam que parte dos recursos teve origem na atividade criminosa.
O inquérito aponta ligações entre a Transunião e a família de Marcola, com menções a depósitos feitos via a empresa. Promotores destacam que a investigação tramita no âmbito da Operação Vérnix, que envolve também advogada Deolane Bezerra dos Santos. Ela nega participação em organização criminosa.
A Transunião já foi alvo de investigações anteriores da Polícia Federal, do Deic e do Gaeco. A empresa, que opera no Leste da capital, não respondeu às tentativas de contato do Estadão. Advogados de Deolane negam envolvimento com ilícitos.
A reportagem apurou que o nome da Transunião apareceu em investigações anteriores à Operação Fim da Linha, deflagrada em 2024, que bloqueou concessões de outras empresas ligadas ao PCC. As apurações indicaram que antigas cooperativas deram origem à Transunião, hoje em formato de sociedade.
A operação de 2024 também envolveu a Transwolff e a UPBus, com cassação de concessões pela prefeitura. Em nota, promotores ressaltam que, na disputa pelo Lote 07, houve concorrência real, enquanto nos demais, as cooperativas teriam mantido participação sob nova forma societária.
Conforme o Gaeco, a ausência de vínculo comercial comprovado entre Leonardo Camacho, filho de Marcola, e a Transunião não impede a relação entre a empresa e o crime organizado, segundo a denúncia. A defesa de Marcola sustenta que Marco Camacho e Alejandro estão presos e não teriam participação nos fatos.
A Transunião informou ao Estadão ter adotado um departamento de compliance e uma controladoria para evitar novas irregularidades. A prefeitura afirmou acompanhar as investigações e colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.
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