O ex-ministro Fernando Haddad contestou o sigilo de documentos do governo de São Paulo que poderiam esclarecer o gasto adicional de 3,7 bilhões de reais com a Linha 6 – Laranja do Metrô. A defesa foi feita nesta quinta-feira, 11/6, em meio a críticas sobre transparência.
Segundo o Metrópoles, a gestão estadual sustenta que uma superveniência geotecnológica nas imediações da estação Higienópolis-Mackenzie provocou o atraso da obra, que deveria ser entregue em outubro de 2025. Com isso, a entrega ocorreria em 2026, gerando o custo extra.
A documentação que explicaria o aumento está sob sigilo, alegando que apenas um servidor da Artesp está disponível para avaliação. A justificativa é de que não haveria condições técnico-administrativas para tornar públicos os papéis.
Haddad afirmou que colocar contratos envolvendo recursos públicos sob sigilo é inadequado, questionando a razão do segredo e o motivo do pagamento adicional próximo de 4 bilhões. O tema envolve governança e responsabilidade fiscal.
Vice de Haddad segue indefinida
Sobre a vaga de vice, Haddad disse que a definição ainda não ocorreu. A decisão deveria sair entre o fim de maio e o começo de junho, conforme divulgado anteriormente.
O ex-ministro citou o papel de Lula e do vice-presidente Geraldo Alckmin na definição, ressaltando a importância da participação do PSB no processo. A discussão interna envolve também o PSB paulista e a pauta de alianças.
Entre petistas, o nome de França é visto como uma possibilidade, mas no PSB as avaliações variam. A meta é fechar uma chapa que contemple equilíbrio regional e perspectivas para o Senado.
Entre na conversa da comunidade