Vance Boelter, de 58 anos, declarou-se culpado em um tribunal federal pelos assassinatos da líder da Câmara de Minnesota, Melissa Hortman, e de seu marido, Mark Hortman. Também é acusado de ter atirado em o senador estadual John Hoffman e em sua esposa, Yvette Hoffman. O acordo impede a cobrança da pena de morte.
Boelter chegou às portas das vítimas na madrugada de 14 de junho de 2025, disfarçado de policial e em um carro de fachada. O cão da família, um golden retriever, ficou gravemente ferido e foi eutanizado. A perseguição ao suspeito foi descrita como a maior busca por um suspeito na história de Minnesota.
Boelter foi capturado no dia seguinte, próximo à sua residência rural em Green Isle, após uma vasta operação policial. A investigação continua em curso, com acusações estaduais suspensas até o desfecho do caso federal.
Desdobramentos legais
O Ministério Público federal informou, na quarta-feira, que não buscaria a pena de morte, conforme o acordo de plea. O tribunal marcou a mudança de defesa para a quinta-feira.
Minnesota aboliu a pena de morte em 1911, e o estado não tem histórico de pena federal de morte. Segundo a prefeitura de Hennepin, o acordo federal não altera as acusações estaduais contra Boelter.
Procuradores indicaram que os disparos teriam motivação política. O inquérito incluiu uma carta manuscrita ao diretor do FBI, sem esclarecer as motivações específicas para os alvos Hortman e Hoffman.
Boelter foi descrito por amigos como cristão evangélico, candidato a missionário e com visões políticas conservadoras. Ele enfrentará também acusações estaduais que seguem sob análise.
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