Marina Silva confirmou em entrevista à CNN sua pré-candidatura ao Senado por São Paulo, representando a Federação Rede-PSOL. Ela destacou que o acordo de chapa está em andamento e envolve alianças com nomes como Simone Tebet, visando sustentar a candidatura de Fernando Haddad ao governo do estado. A fecha de lançamento ainda não foi definida.
A sigla afirma que a formação da chapa busca firmeza e clareza, com o objetivo de fortalecer a posição de Marina na corrida ao Senado. A discussão sobre o conjunto da composição inclui outras siglas e nomes aliados.
Pauta ambiental como foco da campanha
Marina negou contradições entre defesa do meio ambiente e economia agrícola. Ela ressaltou queda no desmatamento recente e citou balanços positivos do setor produtivo no país. Segundo a candidata, há ganhos contínuos na Amazônia e no restante do Brasil.
Ela citou dados de redução do desmatamento na Amazônia e em todo o país, além de melhoria em indicadores de queimadas. A candidata informou avanços na abertura de mercados para a produção brasileira e ressaltou o debate ambiental como requisito para manter competitividade externa.
Desempenho, dados históricos e política externa
Marina afirmou que, pela primeira vez desde 2019, o Brasil deve registrar menos de um milhão de hectares de floresta desmatados neste ano. Ela mencionou queda de CO2 nos últimos três anos e a realização da COP30 como marcos da agenda climática.
Questionada sobre tarifas norte-americanas, a dirigente afirmou que o governo anterior forneceu dados usados nas retaliações e defendeu diálogo, mantendo soberania brasileira. Mantém posição de cooperação, sem abrir mão de autonomia na gestão ambiental.
Perspectivas eleitorais e futuro institucional
Sobre o eleitorado evangélico, Marina disse haver compreensão crescente sobre a importância desse segmento para políticas públicas. Ela afirmou que o campo progressista precisa reconhecê-lo com respeito, sem instrumentalização.
Ao tratar do futuro político além do Senado, Marina afirmou que não pretende disputar a Câmara dos Deputados. Sobre eventual permanência no Ministério do Meio Ambiente, afirmou que a decisão é prerrogativa do presidente Lula, sem critério antecipado.
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