O Nashville Zoo, em Grassmere, Tennessee, pode abrigar um centro de dados de 69.220 pés quadrados atrás do espaço onde ocorre a criação de clouded leopards. A proximidade preocupa conservacionistas, que trabalham para manter a reprodução das espécies em cativeiro, pois os animais são sensíveis ao ruído.
O projeto foi anunciado em junho e envolve a empresa DC BLOX. A prefeitura ainda não definiu regras de uso do solo para o empreendimento, que promete reduzir consumo de água com sistemas de refrigeração fechados e cumprir normas ambientais locais e federais.
A controvérsia ganhou adesão popular: mais de 385 mil pessoas já assinaram uma petição. Além disso, figuras públicas locais passaram a falar do caso, ampliando a atenção nacional sobre os impactos de data centers nas comunidades.
Entre as preocupações reportadas estão o barulho constante de sistemas de refrigeração, a iluminação externa e o risco de poluição de água que pode afetar a hidrografia do zoológico e habitats próximos. O zoo alerta para impactos nos ciclos de vida dos animais.
A DC BLOX afirmou que o centro servirá à infraestrutura regional de internet, não sendo uma fábrica de IA. A empresa ressaltou o uso de tecnologias para minimizar consumo de água, testar ruídos e cumprir regras ambientais.
Críticos locais questionam o custo ambiental e o planejamento urbano. Declarações oficiais indicam que a lista de regulamentos ainda não contempla data centers como uso específico, o que dificulta avaliações ambientais prévias.
A cidade enfrenta uma pilha regulatória, com projetos semelhantes em outros estados gerando moratórias e revisões de códigos. Autoridades locais estudam propostas para definir zonas dedicadas a centros de dados, com proteção a áreas sensíveis.
Ao longo da discussão, moradores e especialistas destacam a necessidade de transparência, tempo para planejamento e responsabilidade das empresas. O debate também envolve impactos sobre a qualidade de vida e o equilíbrio entre desenvolvimento e conservação.
Até novo desfecho, a comunidade aguarda decisões sobre a viabilidade do projeto e o caminho regulatório. Enquanto isso, voluntários e cidadãos seguem mobilizados, exigindo fiscalização rigorosa e proteção aos animais do zoológico.
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