Spotify removeu milhares de podcasts que promoviam farmácias online ilegais, segundo relatório conjunto de comissão. A operação visava sites de golpes e vendas de medicamentos sem prescrição.
O relatório, divulgado na quinta-feira pela Senadora Maggie Hassan, aponta que a empresa agiu apenas após a imprensa trazer as informações e após quase um ano de cobranças de sua assessoria. Nada foi encaminhado às autoridades.
A investigação afirma que a plataforma excluiu mais de 57 mil episódios de podcasts e 3 mil programas, além de tomar medidas contra 3,5 mil contas. As ações visavam links para farmácias online que vendiam opioides, benzodiazepínicos e estimulantes.
Avaliação da moderação e mudanças no rastreamento
O documento classifica a remoção como falha de moderação, destacando que, em 2025, foram removidas mais de 3,5 mil contas por conteúdo de drogas, ante menos de 100 no ano anterior. A comissão questiona o timing das ações.
A empresa apresentou explicação diferente, alegando que contagens antigas são incompletas devido a mudanças no método de acompanhamento de remoções no ano passado. Alega também que os números atuais refletem ajustes operacionais.
Alguns podcasts ofensivos tiveram audiência limitada, mas alguns conseguiram atrair milhares de ouvintes. Um episódio com mais de 100 plays promovia modafinil via transferências em criptomoedas; outro apontava marketplaces de medicamentos.
A comissão destaca que conteúdos removidos às vezes já tinham relação com investigações em curso. Um podcast citado ligava a um site que posteriormente foi alvo de apreensão federal em Brooklyn, com cooperação da DEA e FDA.
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