O filme Dark Horse, produzido em homenagem a Jair Bolsonaro, teve gasto total estimado em US$ 13,4 milhões (aprox. R$ 75 milhões). A defesa da Go Up Entertainment afirma que nenhuma verba pública foi usada. O laudo foi anexado a um inquérito que investiga possíveis desvios de recursos.
A perícia foi contratada pela defesa e aponta que os gastos no Brasil, de 1º de junho de 2025 a 4 de junho de 2026, somaram cerca de R$ 20,9 milhões. Nos Estados Unidos, o custo estimado é de US$ 9,66 milhões, elevando o total a US$ 13,39 milhões.
Desdobramentos e financiamento
O laudo analisa um contrato com a Havengate Development Fund LP, previsto para 24 de fevereiro de 2025, que financiou o filme. A Havengate seria administrada por Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e possui aportes estimados em US$ 13,3 milhões, segundo a perícia. Não há menção direta a Vorcaro no documento analisado.
A defesa sustenta que os recursos analisados são privados e que não houve uso de verbas públicas, incentivos ou recursos da Prefeitura de São Paulo. O texto limita as conclusões aos documentos apresentados. A produção pode sofrer adiamento de estreia para não associar o filme a disputas eleitorais, conforme recomendação da defesa.
Ações das autoridades e respostas
A Polícia Federal investiga ainda se valores repassados por Vorcaro teriam financiado despesas da família Bolsonaro nos Estados Unidos. Flávio e Eduardo Bolsonaro negam irregularidades. A Prefeitura de São Paulo afastou Rodrigo Raveli Bolzan, após apuração da Controladoria-Geral do Município sobre ligações com entidades ligadas ao caso.
Antes de assumir a gestão da SPTuris, Bolzan foi sócio da Complexys Soluções Integradas, empresa investigada no inquérito sobre desvios de recursos do Instituto Conhecer Brasil. O ICB firmou contrato com a Prefeitura para fornecimento de wi-fi, alvo de as fórmulas de apuração. O conteúdo sobre o filme segue sob apuração das autoridades competentes.
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