A SAP negou nesta terça-feira que Deolane Bezerra tenha recebido comida estragada ou que haja infestação de escorpiões em cela na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, SP. A defesa havia solicitado transferência para uma cela de Estado-Maro ou outra região do presídio, afirmando indignidade.
A Justiça de São Paulo havia negado, na mesma terça, o pedido de substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar. Os advogados alegaram síndrome do pânico, quedas de pressão e dificuldade de alimentação, além de infestação de escorpiões na unidade.
Esclarecimentos da SAP
Segundo a Secretaria, as alegações são improcedentes. A fiscalização aponta que Deolane se alimenta normalmente e consome água de fonte própria da unidade. O cardápio segue orientação de nutricionistas e a água passa por análises frequentes.
A Secretaria afirma ainda que a penitenciária realiza dedetização e desratização periodicamente, com a última realizada em abril. Não há registros de animais peçonhentos na instalação, conforme a pasta.
Sobre o estado de saúde de Deolane, a SAP informou que não divulga informações médicas por respeito ao sigilo profissional.
Condições da cela e acesso a itens
Um ofício dirigido ao Ministério Público descreve a situação atual: a influenciadora está em cela individual em pavilhão isolado, com dez celas, e tem acesso a itens de higiene, maquiagem e itens de conforto. O documento cita banheiro com água quente, TV, garrafa térmica e visitas íntimas permitidas.
A reportagem acompanhou o relato do promotor Lincoln Gakiya, do Gaeco, que confirma o isolamento do espaço. O local é destinado a detentas com formação superior e já abrigou outras advogadas investigadas por ligações com o PCC.
Denúncia em curso
Deolane Bezerra foi denunciada pelo Ministério Público por suposta lavagem de dinheiro ligada à facção PCC, apontando movimentação financeira de cerca de 40 milhões de reais. A acusação envolve suposta função de caixa em atividades ilícitas, conforme o documento assinado pelo promotor.
A defesa nega participação da ela em organização criminosa e afirma que o processo provará a inocência ao longo do andamento. A denúncia também cita Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola, como líder da facção.
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