Donald Trump está buscando que o Congresso aprove uma resolução simbólica para expungar as duas impeachments que recebeu no seu primeiro mandato. A proposta, relatada pelo Wall Street Journal e confirmada por um assessor da Casa Branca, visaria retirar do registro histórico as acusações contra o ex-presidente.
A primeira impeachment ocorreu em 2019, por abuso de poder relacionado a uma pressão sobre a Ukraine para investigar Joe Biden. O Senado o desculpou em fevereiro de 2020. A segunda refere-se ao ataque ao Congresso em 6 de janeiro de 2021, quando foi acusado de incitar uma insurreição; ele também foi absolvido.
Implicações legais
Segundo o jornal, a ideia é criar uma sinalização política sem validade jurídica, já que a Constituição não estabelece um procedimento para desfazer uma impeachment. Analistas ressaltam que a medida carece de efeito vinculante, funcionando como pronunciamento político.
Repercussões políticas são prováveis, com Republicans avaliando o movimento como forma de reforçar uma narrativa de que as investigações foram motivadas politicamente. Críticos alertam que a ação pode reacender o debate sobre os episódios mais polêmicos da carreira de Trump.
Democratas criticaram a proposta. O deputado Ted Lieu afirmou que caberia realizar audiências e trazer testemunhas para lembrar o que ocorreu, estimulando votação de republicanos em distritos-chave. O senador Adam Schiff considerou a iniciativa inútil para limpar qualquer mancha.
Contexto institucional
Trump figura entre os únicos presidentes a enfrentar duas impeachments na história dos EUA. A memória histórica dos eventos, segundo especialistas, não suporta anulação. Mesmo com apoio entre allies, a medida não altera a conclusão sobre as acusações.
Abigail Jackson, porta-voz da Casa Branca, defendeu a proposta, atribuindo motivações partidárias aos opositores. Afirmou que o foco do presidente continua no que considera melhor para a população.
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