O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode visitar Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, para a inauguração do Hospital Regional de Divinópolis. A agenda foi anunciada como possibilidade para o dia 19 de junho, mas ainda não teve confirmação oficial do Planalto. A visita levantou divergências entre governo federal e estadual, além de dividir a bancada local.
A indefinição ocorreu em meio a embates familiares envolvendo o clã Azevedo. Cleitinho Azevedo, senador pelo Republicanos, defendeu a presença de Lula na inauguração, afirmando que o hospital é fruto do dinheiro público para o povo. Já Eduardo Azevedo, deputado estadual pelo PL, criticou a participação do presidente e questionou o papel do governo federal na entrega da unidade.
Gleidson Azevedo, ex-prefeito de Divinópolis e irmão de Cleitinho e Eduardo, adotou tom conciliador, dizendo que a obra é do povo e que a recepção ao presidente dependerá da participação de todos. Cleitinho também agradeceu o apoio de Camilo Santana, ex-ministro da Educação, na articulação para finalização do HRD.
Disputa pela paternidade
Eduardo Azevedo afirmou, em nota, que não poderá acolher o presidente e criticou a entrega da obra como fruto de gestão estadual. O deputado também citou que a obra foi concluída com recursos do governo de Minas e que a entrega não dependeria apenas do governo federal.
O ex-prefeito Gleidson Azevedo comentou que, se for convidado para a inauguração, poderá comparecer, independentemente da presença de Lula. Ele ressaltou que a unidade é do povo e lembrou a participação de Gleide Andrade, tesoureira nacional do PT, na articulação para o andamento do hospital.
A obra, paralisada desde 2016, foi retomada em 2023 e concluída em dezembro de 2025. O governo de Minas contribuiu com cerca de 134 milhões de reais, sendo 49 milhões na construção e 85 milhões na aquisição de equipamentos e adequações. A manutenção ficará a cargo da União. A gestão da operação fica sob a responsabilidade da UFSJ.
A cerimônia de entrega envolve ações de diferentes governos: o estado investiu na conclusão, enquanto o governo federal fica responsável pela manutenção e operacionalização via UFSJ. A controvérsia sobre a paternidade da obra ganhou corpo com declarações de políticos locais e questionamentos sobre o papel de cada ente federativo.
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