O levantamento Genial/Quaest avalia o que ocorreria com os votos dos primeiros colocados caso Lula ou Flávio Bolsonaro desistissem da corrida presidencial. O estudo aponta que, sem Lula ou sem Flávio, a maior parte dos votos não se transferiria para outra candidatura. Esse cenário poderia favorecer o favorito do primeiro turno, em vez de consolidar um novo nome na disputa.
Segundo a pesquisa, se Flávio Bolsonaro abandona a disputa, 29% de seus votos vão para branco, nulo ou indecisos. Outros 15% passam a estar em dúvida. Os votos remanescentes tenderiam a se dividir entre Roma Zema (16%), Ronaldo Caiado (14%), além de pequenas parcelas para outros nomes, incluindo Lula (3%).
Caso Lula desista, o mapa muda de forma menos estável: 36% dos votos dele iriam para brancos, nulos ou afastados, o que poderia favorecer quem mantiver a posição de primeiro turno. A ausência do ex-presidente tende a abrir espaço para um nome da esquerda que o acompanhe, segundo o estudo.
Entre as opções da chamada terceira via, Zema e Caiado mantêm spiller significativo, com Zema em 8% e Caiado em 4% entre os eleitores de Renan Santos, por exemplo. Lula herdaria 6% dos votos de Caiado caso Flávio desista, enquanto 21% votariam em branco, nulo ou não votariam.
A pesquisa também aponta que Flávio Bolsonaro é a segunda opção de 31% dos eleitores de Ronaldo Caiado. Em caso de desistência de Flávio, a transferência beneficiaria mais o filho do ex-presidente do que outros potenciais aliados da oposição, como Zema e Renan Santos.
Destaques e desdobramentos
- A ausência de Lula tende a beneficiar o campo de esquerda de modo menos previsível, conforme o cenário de alianças.
- A ausência de Flávio tende a dificultar a consolidação de uma alternativa clara na terceira via.
- O entendimento de votantes mostra volatilidade e exige cautela na interpretação de cenários futuros.
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