Na madrugada deste sábado (13), operários removem o nome de Donald Trump do Kennedy Center, em Washington, menos de seis meses após a alteração ter sido implementada. A remoção segue uma decisão judicial que afirma que apenas o Congresso pode autorizar mudanças no nome da instituição.
A ação ocorreu cerca de 1h20, horário local, com a montagem de andaimes na véspera e a cobertura da estrutura com lonas. Por volta das 3h10, as letras foram retiradas em uma operação que durou cerca de 30 minutos.
O Kennedy Center foi criado há mais de 50 anos como memorial ao ex-presidente John F. Kennedy. Em dezembro, o conselho, então presidido por Trump, aprovou a mudança para a nomenclatura ampliada “The Donald J. Trump and The John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts”.
Antes da remoção, o Departamento de Justiça informou que não conseguiria cumprir o prazo de remoção devido a tempestades que poderiam colocar em risco a segurança dos trabalhadores. O governo pediu uma extensão de 12 horas, sem sucesso.
A decisão judicial anterior, proferida pelo juiz federal Christopher Cooper, negou a suspensão do decreto até análise de recurso na Corte de Apelações. O governo recorreu, mas o pedido também foi negado pela instância superior.
As autoridades não emitiram comentários oficiais. A Casa Branca e o Kennedy Center não se pronunciaram sobre a remoção, que atende a uma determinação legal e aos processos em curso.
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