O Kennedy Center, em Washington, iniciou a retirada explícita do nome de Donald Trump da fachada após decisão judicial. A operação aconteceu na madrugada de sábado, pouco depois que um juiz rejeitou pedido de emergência para suspender o processo. A base legal envolve a ordem de remover as palavras The Donald J Trump and da comunicação externa.
Uma equipe de trabalhadores começou a retirada no início da madrugada, após o centro não cumprir um prazo de duas semanas imposto pela Justiça para concluir a remoção. As letras foram cobertas com lona antes de serem removidas, em meio a presença de curiosos e apoiadores.
O juiz federal Christopher Cooper havia determinado, no mês anterior, que o nome foi incluído de forma ilegal e ordenou a remoção. A decisão ocorreu após contestação de Joyce Beatty, deputada democrata de Ohio e ex-membra da diretoria do Kennedy Center.
Contexto legal e desdobramentos
Cooper apontou que apenas o Congresso pode alterar o nome do centro, que é designado como memorial vivo a John F. Kennedy desde 1964. O tribunal também manteve temporariamente suspenso um pedido de Trump para adiar reformas no edifício por dois anos.
Horas antes, advogados de Trump e da diretoria do Kennedy Center apresentaram recurso para manter o nome. A Justiça, porém, negou a pausa ao redor das 19h, mantendo o andamento da retirada.
O Departamento de Justiça informou que buscaria um novo pedido de extensão, alegando dificuldades causadas por tempestades que ameaçavam a segurança dos operários. A solicitante foi considerada pela corte como inadequada, reforçando o cumprimento da ordem.
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