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Trump, como Don Corleone, afirma que favores vêm com contrapartida

Livro afirma que Trump governa como chefe de máfia, usando barganha, crueldade e caos para amarrar instituições e minar a democracia

Donald Trump watches game 3 of NBA finals between the Knicks and Spurs at Madison Square Garden on Monday.
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Barbara McQuade lança um retrato contundente de Donald Trump e da erosão da democracia nos EUA, segundo o livro The Fix. A autora descreve um governo que age como uma organização criminosa, apostando em coação, favores e impunidade. A obra reúne exemplos e propostas cívicas.

O livro afirma que o presidente usa o poder para pressionar críticos, empresas e parceiros estrangeiros. Entre os casos citados estão nomeações políticas, interferência com firmas de advocacia e decisões administrativas que favorecem aliados. O tom é de alerta institucional.

McQuade, ex-promotora federal e professora de direito, analisa o que seria um “estado de máfia” no contexto americano. Ela sustenta que o foco mudou de competência para lealdade, com a ideia de que quem ajuda o presidente fica em débito.

No exame histórico, a autora compara o período com regimes da Alemanha nazista e da Rússia soviética, apontando sinais de desgaste democrático. Ela define três Cs da era Trump: corrupção, crueldade e caos, segundo a narrativa do livro.

O volume cita gestos como clemões presidenciais a doadores, doações significativas a alianças com bilionários e ataques a instituições que investigaram o governo. A crueldade é apresentada como elemento deliberado de política pública.

O capítulo sobre caos descreve nomeações que, segundo a autora, revelam subserviência ao líder. O exemplos vão de nomeações pouco qualificadas a decisões de alto impacto durante períodos de conflito, com foco em retaliação institucional.

McQuade discute ainda o papel da imprensa e de grandes empresas de mídia. Segundo ela, a orientação ao lucro tem influenciado reportagens e decisões editoriais, com recompensas veladas por favores ao governo.

Na área judiciária, a autora avalia cortes inferiores como resistência parcial, enquanto mantém cautela sobre a Suprema Corte. Ela alerta para a teoria da execução unitária como risco institucional, destacando decisões recentes.

A autora propõe ações cívicas para frear a atuação do governo, incluindo participação eleitoral, mobilização comunitária e organizações civis. O objetivo é defender eleições livres e governança baseada em leis.

No desfecho, McQuade sugere que a oposição precisa combinar forças, inclusive entre progressistas e eleitores rurais, para enfrentar políticas públicas de alta complexidade como habitação, custo de vida e IA.

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