Em Alta Eleições 2026 PolíticaNotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasConflitoseconomiaFutebol

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Balneário Camboriú quer levar arranha-céus da orla aos bairros

Balneário Camboriú amplia verticalização para bairros, liberando torres de até 120 a 150 metros via zoneamento excepcional e outorga onerosa com contrapartidas urbanas

Plano Diretor pode alterar zoneamento na cidade do litoral catarinense. (Foto: Marcos Schafer/Secretaria do Turismo de Balneário Camboriú)
0:00
Carregando...
0:00

Balneário Camboriú aprovou, na Câmara, a nova lei de microzoneamento que amplia a verticalização para além da orla e do centro. Edifícios de até 120 a 150 metros poderão nascer em corredores de desenvolvimento nos bairros, em terrenos maiores, sob condições de contrapartidas.

A prefeitura afirma ter instrumentos para gerenciar o ritmo do crescimento e financiar infraestrutura com recursos da própria verticalização. O Projeto de Lei Complementar 2/2026 atualiza pela primeira vez desde 2008 a Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do município.

A ideia central é levar adensamento aos bairros, viabilizando obras de infraestrutura com base nas outorgas onerosas do potencial construtivo. O conjunto de mudanças também cria o zoneamento excepcional, permitindo torres altas em terrenos amplos de bairros, mediante áreas de uso público.

Zoneamento excepcional e contrapartidas

A proposta detalha que terrenos entre 2,5 mil e 3,5 mil m², faixas de 7,5 mil m² e áreas acima de 35 mil m² nos bairros Nova Esperança e São Judas Tadeu poderão abrigar empreendimentos de 120 a 150 metros, equivalentes a 30 a 40 pavimentos.

Em troca da altura, a taxa de ocupação fica limitada a 30% do terreno. O restante deverá ser destinado a áreas públicas ou comunitárias, como praças, comércios e equipamentos urbanos. A ideia é criar torres cercadas de espaços de convivência e serviços.

A equipe técnica ressalta que o modelo pode corrigir carências históricas de verde e de áreas de uso público na cidade. A presença de áreas verdes e recuos obrigatórios está entre as regras para projetos nesses bairros.

Impactos urbanos e opinião técnica

Especialistas locais veem a medida como reflexo de uma visão contemporânea de planejamento urbano, com acupuntura urbana descentralizada para reduzir deslocamentos. A ideia é levar serviços aos bairros e aliviar o trânsito, mantendo o equilíbrio entre altura e qualidade de vida.

Além da altura, o microzoneamento prevê recuo de 10 metros entre o início do terreno e a construção em corredores de desenvolvimento como Avenida do Estado, Terceira, Quarta e Quinta Avenidas, Martin Luther e outras vias. Calçadas mais largas, faixas de ônibus, ciclovias e corredores verdes estão previstos.

Aedes de dados sobre áreas públicas, espaços verdes e biofilia devem orientar a implantação de áreas de convivência. A prefeitura busca, ainda, estimular a arborização e a melhoria ambiental sem comprometer a viabilidade dos empreendimentos.

Moradia e desenvolvimento urbano

Especialistas apontam que o custo imobiliário já leva moradores a buscar moradia em cidades vizinhas. A prefeitura trabalha na construção de uma legislação específica para moradia acessível, além de regulamentar a outorga onerosa e a transferência do direito de construir.

O objetivo é ampliar o acesso à moradia e democratizar o processo de viver em Balneário Camboriú. O desenho urbano apresentado busca consolidar duas dinâmicas na cidade: a tradicional na região central e uma nova realidade nos bairros, com infraestrutura associada ao adensamento previsto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais