O pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, divulgou nas redes um vídeo gerado por IA que mostra Jair Bolsonaro sorrindo, tocando pandeiro e executando o passinho do funk. A gravação usa cenário de ruas de várias cidades e veste verde e amarelo, com a mensagem: “o Pix é do Bolsonaro, meu amor”.
A publicação ocorre em meio a tensão política entre apoiadores de Bolsonaro e o PT, que discute ações judiciais sobre uso de IA na campanha. Lula, em evento recente, exibiu um cartaz com a frase “o Pix é do Brasil”, em resposta a notícias sobre tarifas dos EUA citadas em relatório do USTR.
O conteúdo foi lançado dias após Bolsonaro ficar proibido, por decisão do STF, de usar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. A medida visa evitar influências políticas em plataformas durante o período eleitoral.
No âmbito legal, o tema envolve a avaliação de uso de imagens geradas digitalmente por familiares diretos, como filhos de Bolsonaro, em conteúdos de campanha. A defesa argumenta que não houve descumprimento de medidas cautelares, enquanto autoridades destacam risco de instrumentalização.
A decisão recente do TSE, sob Kassio Nunes Marques, restringe o uso de IA em campanhas apenas no intervalo entre 72 horas antes e 24 horas depois das votações, com vigência até 1º de outubro. Ainda há espaço para novas interpretações e ações judiciais.
Contexto eleitoral e desdobramentos
A tensão entre narrativas de apoiadores e opositores segue com impactos na cobertura midiática. Enquanto Lula levanta pautas de soberania nacional, Bolsonaro continua ausente de atos presenciais, em função de limitações legais. O tema da IA divide opiniões entre transparência e tentativas de influência.
As partes envolvidas aguardam desdobramentos judiciais e políticos, com a possibilidade de novas ações do PT para contestar conteúdos gerados digitalmente. A situação promete acompanhar de perto as estratégias de campanha até as eleições de outubro.
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