Gilberto Gil concedeu uma entrevista ao Financial Times na qual afirma que sua carreira em estádios, na atual fase, chegou ao fim, mas que permanece ativo na música. O músico diz que segue apresentando-se para públicos menores enquanto houver demanda.
Ele confirmou que continuará em atividade e já tem agenda marcada para julho, com show em Londres. O objetivo é manter a atuação mesmo após o fim da última turnê, chamada Tempo Rei, realizada em estádios.
O artista também comentou sobre política. Disse que é preciso unir esforços contra a polarização e a ascensão de um movimento de direita, além de sustentar que a esquerda está mais focada no progresso e no futuro do Brasil. Mencionou conversas com o presidente Lula sobre temas políticos.
Trajetória e contexto histórico
A reportagem relembra o período da Tropicália, quando o disco Tropicália ou Panis et Circensis foi lançado no mesmo ano do AI-5. Gil afirma que, junto de Caetano Veloso, Os Mutantes e Tom Zé, sabia-se que poderiam enfrentar perseguição por parte do regime.
Segundo o material, o grupo reconheceu a repressão, mas não esperava a intensidade da reação. Gil cita que, embora não fosse ativista por definição, o cenário político o obrigou a defender valores de liberdade e democracia.
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