O movimento político em torno da campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta um racha dentro da própria base de apoio à direita. Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, não confirmou apoio efetivo ao enteado e sinalizou foco no marido, o ex-presidente. A polêmica envolve timing e prioridade de ações.
A crise interna ficou evidente durante o lançamento da candidatura de um aliado, na terça-feira (9). Michelle respondeu de forma reservada sobre quando começaria a atuar a favor de Flávio, destacando que, no momento, o marido precisa de apoio. O recado reforça distâncias internas.
O impasse se acentua pela visão de Michelle sobre o momento estratégico da campanha. Ela já teve papel ativo em estruturas do PL Mulher e manifestou apoio a uma candidatura concorrente no Ceará, o que provocou divergências com Flávio, que aposta em alianças com Ciro Gomes em nível nacional.
Distanciamento entre lideranças
O governador Tarcísio de Freitas, antes cotado como opção principal do Centrão, evita nacionalizar a campanha de reeleição e prioriza temas relevantes ao eleitor paulista. O objetivo é minimizar impactos da rejeição a Bolsonaro no cenário estadual.
A relação entre Flávio e Michelle também é marcada por desentendimentos públicos entre familiares. Pessoas próximas comentam que o distanciamento se estende a articulações e a decisões de palanque, dificultando o alinhamento com o ex-ministro.
No âmbito institucional, investigações recentes também entram na pauta. A Polícia Civil de São Paulo realizou buscas ligadas à produtora de uma cinebiografia de Jair Bolsonaro, fato que Flávio interpretou como retaliação eleitoral, enquanto Tarcísio defende autonomia policial para apurar fatos.
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